Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005
O ADEUS DE PAPPO...
Para todos os roqueiros do mundo essa sexta amanheceu em luto...
Logo pela manhã recebi uma ligação do amigo Rolando Castelo Júnior, completamente abalado e muito emocionado ao me informar da morte trágica do exímio guitarrista argentino Norberto Aníbal Napolitano, o famoso Pappo.
Fanático pelas guitarras Gibson e pela alta velocidade, Pappo morreu em decorrência de um acidente de moto e as primeiras notícias dão conta que o guitarrista perdeu o controle de sua Harley Davidson e se chocou contra o asfalto. O guitarrista teria ficado caído na pista sendo que na seqüência, um Renault Clio que vinha em alta velocidade, atropelou Pappo que morreu instantaneamente. Pappo viajava com o filho e com a nora (estavam com duas motos), que saíram ilesos do acidente.
Para saber mais sobre a tragédia: http://www.clarin.com/diario/2005/02/25/sociedad/s-04501.htm
A próxima edição da poeira Zine, que sai agora em março, prestará uma homenagem especial a esse monstro da guitarra mundial que tocou nos grandes grupos: RIFF, LOS GATOS, MANAL, PAPPO'S BLUES, AEROBLUES e na PATRULHA DO ESPAÇO.
Bento Araújo14:14
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Quinta-feira, Fevereiro 24, 2005
Leopoldo Rey no ar
A quantidade de leitores que me perguntam sobre o Leopoldo Rey é absurda.
Por onde ele anda? O que ele está fazendo?
Rey criou escola tanto no rádio como no papel. Para a minha geração, o LIVRO NEGRO DO ROCK, escrito pelo Rey e pelo saudoso Gilles Phillipe, foi cartilha obrigatória. O beabá do Rock para aquela molecada sedenta pelas guitarras distorcidas.
Depois Rey escreveu as deliciosas colunas Dr. Rock (na Revista Som Três e depois na On & Off) e a Yesterday (na Dynamite), onde só trazia informações sobre os clássicos do Rock.
No Rádio, foram o programas Big Beat (Rey na produção), Sábado Jovem na TV Bandeirantes, Rock Show dominical na Excelsior AM, Carlos Pop Especial, Rock Sandwich, Reynação, e por aí vai...
Rey continua com uma coleção fabulosa de discos, curtindo Rock como sempre e manjando pacas do assunto..
Atualmente mora em Atibaia, e lá apresenta o programa PORÃO numa rádio local. Ele pode ser ouvido pela Internet, aos sábados das 15 as 18 horas, no endereço www.radioconexao.com.br
Como Rey me disse, "o programa só toca rocks antigos".
Imperdível galera!
Bento Araújo09:59
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Segunda-feira, Fevereiro 21, 2005
A Fase Soul do Jeff Beck Group
Apesar de ser constantemente citado como um dos guitarristas mais influentes da história do instrumento, Jeff Beck já começou sua carreira sendo passado para trás (pelo menos em popularidade) pelo Led Zeppelin. Truth, estréia impecável, mesclou antes de todo mundo, Blues, Psicodelia e guitarras distorcidas, o berço perfeito para o Heavy Metal que dominaria o mundo nas décadas seguintes. O Led lançou seu primeiro disco cinco meses depois de Truth e ficou com a fama: colocou dois covers de Willie Dixon (assim como Beck fez em Truth), amplificou os limites do andamento tradicional do Blues e entrou merecidamente para a história como os pioneiros do Rock Pesado. Ambos os álbuns eram semelhantes em sua essência sonora e em inovação, mas o Led acabou passando por cima de Beck.
Mas essa tola discussão não vem ao caso, o que precisamos deixar bem claro é que Beck tem três tipos de seguidores: os apreciadores de sua veia Blues e Psicodélica dos anos 60, os seguidores de sua fase pesada liderando o power trio Beck Bogert & Appice (BBA), e os discípulos de sua fase Jazz-Rock, levada a cabo de 1975 em diante e que pariu os clássicos Wired e Blow By Blow. O que poucos lembram é que Beck teve uma maravilhosa fase Soul-Rock (que rótulo besta!). Onde estão os seguidores dessa faceta tão bem desempenhada por Jeff Beck?
Essa fase teve início com o álbum Rough And Ready, de 1971, que contava com um time de primeira estirpe, unindo músicos brancos e negros: além de Beck, Cozy Powell na bateria, o novato e talentoso Bob Tench nos vocais, Max Middleton nos teclados e Clive Chaman no baixo. Esse novo time não chamava tanta a atenção da mídia como o anterior (formado por Rod Stewart e Ron Wood), mas no estúdio a qualidade desse novo pessoal saltava aos ouvidos. Com o segundo disco dessa genial e incompreendida fase, batizado simplesmente de Jeff Beck Group (lançado em abril de 1972) é que as coisas pioraram para Beck. A crítica malhou o disco que nem o povo malha Judas em sábado de aleluia.
O disco é um primor do início ao fim, e que fim! A última faixa é a belíssima instrumental Definitely Maybe, uma pérola que deveria ser escutada por qualquer garoto que almeja ser guitarrista. Beck gravou as guitarras e também o baixo no álbum, que foi produzido por outro guitarrista de mão cheia, Steve Crooper (um dos MGs de Booker T).
Levadas tortas (no bom sentido), sutis pitadas de uma calculada improvisação Jazzista e um sublime feeling de curtição no estúdio rodeiam todo o disco. Os andamentos e viradas de Cozy Powell empolgam até o maior fã de John Bonham, e os vocais de Bob Tench estavam no pico do tesão e garra, exemplo claro da boa fase é a dolorosa versão para Tonight Ill Be Staying Here With You, original de Bob Dylan.
Essa fase de Beck era acusada de confusa e sem identidade pelos críticos musicais da época. Mas e daí? O disco é impecável. Não pense muito, apenas ouça Ice Cream Cakes, Glad All Over, I Cant Give Back The Love I Feel For You, a versão definitiva de Going Down, um Blues funkeado composto pelo obscuro Don Nix, e tire suas próprias conclusões.
Mais recentemente, Beck vem se aventurando com a música eletrônica, o que deve já ter criado uma nova vertente de fãs para o músico, daí a importância de conhecer todas as fases desse genial guitarrista.

Bento Araújo23:39
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Quarta-feira, Fevereiro 02, 2005
Só para lembrar, domingo dia 13, tem o TRIBUTO A KEITH MOON, no Centro Cultural São Paulo (que fica ao lado da estação Vergueiro do metrô).
Rolando Castello Júnior e Paulo Zinner estarão quebrando tudo com um repertório para nenhum Whomaníaco botar defeito...
Presença obrigatória em galera!
Aproveitando a deixa, uma foto histórica captada no Backstage de Keith Moon...detonando como sempre...

Bento Araújo23:21
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Jim Capaldi morre de Câncer
A triste notícia chegou a mim através do Júnior da Patrulha do Espaço, que deixou um recado na minha secretária eletrônica inclusive um tanto abalado com a fatalidade...
Capaldi participou de toda a fertilidade criativa dos anos 60, ao lado do Traffic, uma seleção de músicos britânicos díficil de se juntar numa só banda - Steve Winwood, Chris Wood e Dave Mason...
Foi casado com uma brasileira e morou um bom tempo apor aqui...Na sua casa vinham passar férias outros astros do Rock inglês como Jimmy Page, Simon Kirk e muitos outros...
Na carreira solo de Capaldi, sugiro o excelente Oh How We Danced...
Gravado em dezembro de 1971 no templo sonoro, o estúdio Muscle Shoals, no Alabama, esse disco conta com toda aquela galera habituê do estúdio, como Jimmy Johnson e Roger Hawkins...
Também marcam presença o Traffic inteiro, Rick Greech e Jim Gordon e o meu guitar hero favorito, Mr. Paul Kossoff, que toca 05 das 08 faixas do álbum...
Aliás, Dont be a Hero é uma pérola...
Bento Araújo23:00
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Curtis Mayfield - Superfly (1972)
Mais do que uma simples trilha sonora, Superfly, o quarto álbum lançado por Mayfield como artista solo, se tornou um pilar da Soul Music mundial.
Depois de uma gloriosa carreira de 13 anos com o grupo vocal The Impressions, com quem Mayfield criou coisas como People Get Ready, o maior soulman de Chicago estava livre para brilhar solitariamente.
O disco num todo era a cara de seu criador, fino e elegante do começo ao fim. Uma genial mistura de orquestrações espertas, guitarras que transpiravam wah-wahs, e a voz quase gospel e maravilhosamente aguda de Mayfield. Além disso, a cozinha era um caso a parte, esbanjando bom gosto e groove a cada instante.
Freedies Dead e Superfly foram os dois singles extraídos do disco, que vendeu mais de dois milhões de cópias na época, indo parar direto no topo da parada Pop norte-americana, por onde permaneceu um mês inteiro.
Nada mal para um artista que conseguiu essas proezas sem se prender a nenhuma - toda poderosa - gravadora que dominava o mercado fonográfico da música negra, como a Motown e a Stax. O esperto Mayfield preferia ficar de fora do -esquemão- e da ditadura dessas duas gravadoras, e ter total liberdade de criação para com sua obra. Gênio!
Bento Araújo22:46
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Terça-feira, Fevereiro 01, 2005
Um site maravilhoso que entrou a pouco no ar é o:
www.blackcrowes.com.br
É isso mesmo, se trata de um site brasileiro inteiramente dedicado a banda dos irmãos Robinson...
O responsável pelo trabalho é o Anderson Oliveira, um cara que mora em Santa Maria, interior do Rio Grande Do Sul e é fã de carteirinha do caras...
O site ficou tão bom, que os irmaõs Robinson resolveram chamar o Anderson para cuidar também do site oficial do Black Crowes, e pediram para o rapaz deixa-lo idêntico ao brazuca! Que moral em!
De quebra, boatos dão conta que o Anderson irá assitir aos shows da volta dos Corvos em New York a convite da banda, agora no final de março...
Parabéns Anderson pelo excelente trabalho!
Bento Araújo12:15
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