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Domingo, Maio 30, 2004

Como nunca aviso com antecedência, desta vez tomei vergonha na cara (viu seu Isidoro)...
Nesta próxima sexta (04/06) estarei tocando no Bar Trilha das Torres, que fica na Serra da Cantareira.
Quem quiser saber como chegar, basta dar uma olhada no site : www.trilhadastorres.com.br
Estarei tocando com meu amigo Marcelo Watanabe e com o Zé Luis Dinola (ex-Chave Do Sol).
No repertótio clássicos dos 60s e 70s como Who, Lynyrd, Allman, Frampton, Stones, Beatles, Free, Doobies e muito mais...

Bento Araújo11:04 PM

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Sexta-feira, Maio 28, 2004

Johnny Winter no Brasil em junho!



A casa de shows paulistana Via Funchal confirmou a vinda do guitarrista texano Johhny Winter para um show no dia 25 junho (uma sexta-feira).
Johhny Winter é uma lenda viva da guitarra, grava oficialmente como artista solo desde 1968 e tocou no festival de Woodstock no ano seguinte.
Sempre um apaixonado pelo Blues, gravou grandes discos como First Winter, Johnny Winter And, Second Winter, Still Alive and Well, Captured Live, John Dawson Winter III, Together (ao lado de seu irmão Edgard Winter) e muitos outros.
O guitarrista está vindo para promover seu novo disco, "Im A Bluesman" que sai (lá fora) dia 15 de junho pela gravadora Virgin. É o primeiro registro de Winter em oito anos, já que o músico passou por uma operação delicada e ficou um bom tempo afastado. O novo álbum conta com a participação de Reese Wynans nos teclados (aquele mesmo do Double Trouble de Stevie Ray Vaughan ) e o jovem guitarrista Mike Welch.
Para a tour que aporta por aqui, Winter contará provavelmente com os músicos: James Montgomery na gaita, Scott Spray no baixo, Wayne June na bateria e Paul Nelson na guitarra, aliás, esse pessoal também marca presença em "Im A Bluesman".
Por enquanto nenhuma outra data pelo país está agendada.
Que o albino mais maluco da guitarra seja bem vindo!

Bento Araújo12:53 AM

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Nazareth - Olympia - São Paulo - 26/05/2004

Olha nóis aqui outra vez. Se comparado a outros artistas e bandas como BB. King, Ramones, Motorhead e Iron Maiden, o Nazareth até que veio poucas vezes para o Brasil.
Nessa terceira visita ao nosso país, o grupo escocês encontrou um Olympia com metade de sua lotação, mas com animação suficiente para encher mais uns dois outros Olympias de alto astral.
O som da banda, apesar de não agradar a todos os ouvidos do pessoal que curte o Rock dos anos 70, é Rock básico, em seu estado puro e bruto. Quando os caras se lançam nas baladas pesadas, o resultado também é bom e é nesse ponto que eles alcançam um maior público. Não é a toa que o maior hit do grupo foi, e sempre será Love Hurts, um compacto de 1975 que vendeu tanto aqui na terra do Samba que o vocalista Dan McCafferty veio receber o disco de ouro pessoalmente naquele mesmo ano. O que a imprensa da época não gostou muito foi o sarro que o escocês tirou da gente: "Eu não acreditei quando soube que Love Hurts vendeu tudo isso por aqui! Eu achava que aqui no Brasil não existisse nem vitrola!"
Mr. McCafferty pegou pesado nessa época, mas o que se apresentou no Olympia nessa fria noite de quarta-feira, foi bem diferente daquele de tempos atrás. Um senhor muito educado, que não parava de agradecer a platéia paulistana. A voz? Posso garantir que é a mesma. A rouquidão, a pegada e os timbres rasgados continuam lá, como se não tivesse passado 30 anos do auge do grupo.
E o melhor é que a voz de McCafferty permaneceu intacta até o fim do espetáculo, fato esse que os fãs presentes não paravam de ressaltar.
O som sempre redondo e pesado do Olympia ajudou e muito a performance do conjunto (acho o Olympia a melhor, e mais aconchegante casa de shows da cidade). Terreno perfeito para McCafferty, o baixista Pete Agnew (o único músico da formação original ao lado do vocalista), e os novatos, mas competentes, Jimmy Murrison na guitarra e Lee Agnew (filho de Pete) na bateria, deitarem e rolarem seus hits.
No repertório muitos clássicos como Dream On, Bad Bad Boy, Turn on Your Receiver, Expect For No Mercy, Love Leads To Madness, Razamanaz, Love Hurts, Hair Of The Dog, Cocaine e muitos outros.
Vendo mais esse show da banda por aqui (estive também presente naquele show de 1996, também no Olympia, quando o Nazareth se apresentou na mesma noite com o Uriah Heep), percebi que vários grupos sofreram influência desses rockers escoceses. O AC/DC (mais da fase com Brian Johnson), o Guns N Roses, o Cinderella e vários outros beberam também desse whisky! Pode ter certeza meu chapa!
O que foi muito engraçado e não posso passar sem contar essa, foi o que ocorreu bem no início do show, exatamente naquela hora da maior emoção, quando as luzes se apagam, a galera grita e os músicos vão adentrando o palco. Nos P.A.s do Olympia surge uma voz no melhor estilo "Cid Moreira narrando a bíblia" e solta: LOJAS MARABRAZ APRESENTAM: NAZARETH! qua qua qua qua... foi muito hilário...
Nada contra as lojas Marabraz, mas o que eu achei engraçado foi pensar que ao invés do Zezé de Camargo e Luciano aparecerem como garotos propaganda da loja, que tal Dan McCafferty e Pete Agnew como novos contratados!! Ia ser o maior sucesso entre o povão!
Se o Rush fez propaganda das Lojas Americanas (sim, eu vi isso na TV na época dos shows do Brasil, Geddy Lee e Alex Lifeson falando que o CD Vapor Trails, "só podia ser nas Americanas") e o Deep Purple fez ponta no Casseta & Planeta, por que a dupla de frente do Nazareth não pode ser os novos contratados das Lojas Marabraz? Deixa de preconceito rapaz!


Bento Araújo12:45 AM

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Que bacana ver a galera falando sobre a Sensational Alex Harvey Band!
Uma das minhas inúmeras e queridas bandas de cabeçeira!
Astriba eu sou meio suspeito para falar, mas te recomendo o Framed de 1972, que é o primeiro disco deles e o Impossible Dream de 1974, o terceiro da discografia do SAHB!!!
Até mais e espero em breve colocar algo da banda na poeira Zine!!!!
Bento Araújo12:42 AM

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Sábado, Maio 22, 2004

Quais as melhores covers do rock?

A revista norte-americana Guitar One fez uma lista com as melhores covers já gravadas.
A lista vai ser publicada na edição de julho da revista.
As dez primeiras da lista:

1. Cum On Feel The Noize - Quiet Riot
2. Snowblind - System Of A Down
3. Born To Be Wild - Slayer
4. Knockin On Heavens Door - Guns N Roses
5. Star Spangled Banner - Jimi Hendrix
6. My Back Pages - The Byrds
7. Eight Miles High - Husker Du
8. Little Wing - Stevie Ray Vaughan
9. Love Buzz - Nirvana
10. You Really Got Me - Van Halen

Meio furada essa lista!
As minhas são bem diferentes:
Não precisa nem dizer que todas superam as originais!

Hendrix - All Long The Watchtower
Joe Cocker - With A Little Help From My Friends
Grand Funk Railroad - Inside Lookin Out
Deep Purple - Hush (versão com Gillan)
Alex Harvey - Just a Gigolo/ Aint Got Nobody
Van Halen - Pretty Woman
Cream - Crossroads
Rare Earth - Get Ready
Faces - Maybe Im Amazed (hahaha, tem bolha que vai enlouquecer)
Thin Lizzy - Rosalie

Aliás, só como curiosidade, tem um senhor, bem conhecido por sinal de muitos dos participantes deste Blog, que declarou publicamente que basta o Johnny Rivers regravar uma música para torná-la a versão definitiva...
Coisas do mundo bolha...
Bento Araújo8:04 PM

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Quarta-feira, Maio 19, 2004

É William, parece que essa notícia do Michael Schenker foi mesmo mais um daqueles boatos de Internet!
Bom, sem perder tempo, aqui vai a resenha do show do Motorhead nessa última sexta:

Motorhead 14/05/2004 - Via Funchal / São Paulo / SP

A experiência de se assistir a um show do Motorhead em São Paulo pode ser comparada a uma das mais tradicionais manias paulistanas. É como sair numa sexta feira à noite para comer Pizza (alguém ainda duvida que a nossa é a melhor do mundo?).
Já virou tradição aqui na cidade, sair de casa para assistir a banda explodir o palco, como confirmou o excelente publico que compareceu ao Via Funchal nessa fria noite de sexta-feira.
Já vi quatro apresentações da banda e depois de mais esse show, ficou fácil afirmar que Lemmy e seus capangas deram o melhor show do Motorhead por aqui exatamente agora, em 2004. Desde a primeira vez (em 1989) os problemas com o som atrapalhavam e muito o espetáculo. Não que desta vez o som estivesse perfeito, mas ele estava mais pesado do que embolado, e isso refletiu na apresentação dos caras!
Pisando pela quinta vez num palco paulista, Lemmy entrou com suas tradicionais botas brancas e falou aquele Good Evening como só ele sabe! Começaram com a faixa We Are Motorhead do álbum de mesmo nome para depois já emendarem com um clássico No Class.
A molecada vibrava bastante e o repertório mesclava material mais recente como Sacrifice, a versão de God Save The Queen dos Pistols e Civil War, com material já de meia idade como o bluesão You Better Run, Ramones e Going To Brazil e também com clássicos maravilhosos das antigas como Damage Case, Killed By Death, Shoot You In The Back e Iron Fist.
Surpresa mesmo foi Mr. Lemmy anunciar: This is for the older people in the audience e mandar Over The Top, um lado B fodão datado de 1979, que saiu de lambuja no compacto Bomber. Maravilhoso!
O som rude e cru do grupo continua cativando fãs de todas as faixas etárias. Quando Lemmy dá seu primeiro acorde no seu Rickembacker, nada mais importa, e a atitude e força do som pesado britânico daquele final dos anos 70 vem à tona novamente.
Isso ficou provado ainda mais no bis, quando a banda voltou e tocou Bomber, Ace Of Spades e Overkill, com o ouvido da galera pedindo trégua!
Eles estão lançando mais um disco de estúdio chamado Inferno (veja capa abaixo) e tomara que voltem sempre para comer uma boa Pizza com a gente!

Por causa de uma mancada da assessoria de imprensa da Via Funchal, não tivemos credenciamento e nem pudemos fazer fotos do espetáculo...

Agradecimentos especiais ao Daniel de Atibaia, que ficou pedindo Hawkwind e Sam Gopal o tempo inteiro, mas não foi atendido!


Bento Araújo12:16 AM

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Sábado, Maio 15, 2004

A empresária de MICHAEL SCHENKER, Nancy Lewis, divulgou esta nota para a imprensa internacional:

"Não publicaria algo assim normalmente, mas Michael está muito doente, e se não melhorar rapidamente, pode chegar ao fim. Não posso entrar em detalhes, mas peço a todos que rezem por ele, que está fora do país e não pode retornar agora pois custaria muito caro. Sequer sei se conseguirei alguma ajuda. A coisa é muito séria, por isso estou divulgando publicamente. Todos vocês, por favor, rezem o mais forte que puderem e talvez consigamos fazer alguma diferença. É tudo que posso dizer agora, desculpas por estar agindo assim. Muito obrigada!".

A coisa parece que anda feia para Schenker !!!



Só para matar a sede dos bolhas:

As 5 melhores atuações de Michael Schenker em disco:

1- UFO - Strangers In The Night (dizem que tem guitarra ali que é do Paul Chapman, mas eu não sei não...)
2- SCORPIONS - Lovedrive (participou em 3 faixas mas arregaçou! Coast to Coast é obra prima!)
3- UFO - Force It
4- Michael Schenker Group - Michael Schenker Group (o primeirão solo)
5- UFO - Phenomenon

como sempre, muita coisa ficou de fora: Lonesome Crow, One Night At Budokan, Contraband etc.

Bento Araújo12:11 PM

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E como lembrou meu amigo Ricardo, dia 26 de maio tem Nazareth no Olympia.



O NAZARETH publicou no link www.nazarethdirect.co.uk datas e locais de algumas apresentações no Brasil, a saber:
26/05 - São Paulo
27/05 - Rio de Janeiro
28/05 - Porto Alegre
29/05 - Tubarão/Santa Catarina

Parece que vai rolar Salvador também, data a confirmar...

Bento Araújo11:48 AM

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Quarta-feira, Maio 12, 2004

Disco da semana:
Killer (1971) - ALICE COOPER



Clássico absoluto do Rock N Roll, Killer é um disco perfeito em todos os aspectos. A sonoridade é totalmente garageira de Detroit, e a música Under My Wheels é uma das mais envenenadas faixas de abertura que um disco de rock já teve! Nesse álbum, toda a banda começa a participar nas composições, resultado direto dessa mudança pode ser conferido na faixa Halo of Flies, que merece atenção especial a cada nova audição, você sempre descobre algo novo nela, tamanha a complexidade e mudanças de andamento que ela carrega. São quase 9 minutos numa montanha russa psicodélica: só muito cuidado pra não ouvi-la chapadão, depois não reclama que eu não avisei. Desperado foi dedicada a Jim Morrison que havia morrido enquanto a banda gerava o disco no estúdio. O disco ainda tinha quilos e mais quilos de drives e rockões certeiros, como You Drive Me Nervous, Yeah-Yeah-Yeah e Be My Lover. Para finalizar nada melhor do que as doentias e assustadoras Dead Babies e a faixa título.
A banda de Alice nessa altura era uma das mais impressionantes do cenário norte-americano e contava com as guitarras de Glen Buxton e Michael Bruce, o baixo de Dennis Dunaway (que brilha do começo ao fim neste Killer) e Neal Smith na batera! Aliás alguém já reparou como o nosso grande Paulo Zinner tem o estilo parecido com o de Neal Smith?
Preciosidade: a primeira edição do vinil norte-americano, trazia de brinde, um calendário do ano de 1972 com uma bela foto de Alice enforcado.

Bento Araújo12:44 AM

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Quarta-feira, Maio 05, 2004



É isso mesmo, os caras estão pintando por aqui novamente!
Abaixo, o press release que acabei de receber:

Após quase 10 anos sem tocar no Brasil, o Uriah Heep retorna agora em 2004 para participar do festival Masters Open Air, a ocorrer no dia 17 de julho, em São Paulo, SP.
O grupo foi criado em 1970, mas a formação que virá ao Brasil está junta há 18 anos (desde 1986). Inclui o guitarrista e fundador Mick Box, o baterista Lee Kerslake (que atuou na banda de Ozzy Osbourne em seus 2 primeiros discos solo), o baixista Trevor Bolder (que fez parte dos Spiders From Mars de David Bowie nos anos 70, e que teve também uma rápida passagem pelo Wishbone Ash em meados dos anos 80), o vocalista Bernie Shaw (ex-Praying Mantis e Stratus), e o tecladista Phil Lanzon (que tocou com o The Sweet no passado).
Com esta formação, lançaram discos que atingiram grande sucesso entre seus fãs, tais como Sea Of Light, Sonic Origami, e os CDs ao vivo Live In Moscow, Acoustically Driven e The Magicians Birthday Party.
Não perca portanto: a apresentação do grupo irá certamente incluir seus maiores sucessos, tais como Easy Livin, Stealin, July Morning, Look At Yourself, The Wizard, e muito mais!

Links relacionados:

Uriah Heep - www.uriah-heep.com
Showmaster - www.showmaster.com.br

Parece que vai rolar ou no Estádio do Pacaembú ou no Anhembi, e será um festival de bandas de Metal, com participações da Doro Pesch (ex-Warlock), Circle II Circle etc. O Uriah Heep deve fechar o evento...


Bento Araújo2:43 PM

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Confesso que hoje, eu me superei!
Vai ser Bolha assim lá no Inferno!
Explico: Eu estava me preparando para almoçar, aqui em casa, e como sempre coloco uma bolacha para rolar e servir de fundo para a refeição...
Escolhi o primeiro e homônimo registro do Tempest de 1973 e logo fiquei babando na qualidade musical do disco. Também uma banda com Jon Hiseman na batera, Mark Clark no baixo, Alan Holdsworth na guitarra e Paul Williams nos vocais e teclados, só pode ser no mínimo sensacional!!
Bom, de repente me ocorreu uma dúvida e perguntei para a coitada da minha mãe em voz alta:
Mãe, esse Paul Williams é aquele do Juicy Lucy, não é?
Olha que coisa mais BOLHA!!!!
A minha mãe ficou me olhando com cara de espantada e falou: Queeeee? Juichi yuchiii? Você está louco moleque???
Ela não entendeu nada, na verdade eu pensei em voz alta, mas quando me dei conta, já tinha falado...
Foi muito engraçada a cara que ela fez, não botando fé que tinha colocado aquilo no mundo!!!
Depois ela quase me socou porque numa virada fenomenal do Jon Hiseman, eu tentei acompanhar com o garfo e a faca e voou arroz pela cozinha inteira!!!
Dá licença viu!!! Minha mãe não merece isso...
Filho Bolha é barra em...



Bento Araújo2:40 PM

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Domingo, Maio 02, 2004

BLACK AND BLUE - THE ROLLING STONES



Aproveitando a onda dos discos injustiçados, ouço novamente esse clássico maravilhoso dos Stones que ficou meio perdido na imensa discografia da banda!
Nesse primeiro registro de Ron Wood como guitarrista, a veia Black impera para a nossa alegria (influência também do Billy Preston que comandava as tecladeiras Stoneanas nessa altura)!
Hot Stuff e Hey Negrita são talvez a coisa mais maloqueira (no bom sentido) que os Stones fizeram.
Pedradas roqueiras como Hand Of Fate e Crazy Mama (nada mais Stones do que essas duas músicas!) marcam presença.
Ainda tem Reggae em Cherry Oh Baby e as baladas Memory Motel e Fool To Cry! Nada mal não é...
Na verdade, Black and Blue foi sendo gravado enquanto os Stones iam testando substitutos para a vaga deixada por Mick Taylor, talvez essa seja a razão para o disco ter saído com aquele astral meio Jam, recheado com um balanço e grooves de entortar. O guitarrista Harvey Mandel (ex-Canned Heat e com belos discos solo na bagagem), participou ativamente destas audições e os bons timbres de guitarra do rapaz percorrem algumas faixas do disco.
Confesso que até um certa época, não muito distante, eu também mantinha injustamente um pé atrás quando o assunto era este álbum. Até que num belo dia, o José da Nuvem Nove (ex-patrão e ainda mentor musical) botou esse disco pra rolar no volume 10, bem no meio da loja, não deu outra... gamei na sonoridade de Black And Blue !!!
Curiosidade: meu amigo William (que participa sempre aqui do Blog) esteve com o Black Crowes quando estes vieram aqui para nosso país em 1996. Antes dos shows, muita ganja e Black And Blue para aquecer no Backstage!!!!
Está mais do que aprovado!!!

Bento Araújo10:16 PM

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